Olho Vivo leva segurança ao Centro de Ipatinga

Omonitoramento das principais ruas do Centro já começou a ser feito. O projeto “Ipatinga Segura - Olho Vivo” foi inaugurado ontem, com a instalação de dez câmeras de segurança. O projeto prevê ao todo um investimento de R$ 10 milhões, com R$ 1,3 milhão de contrapartida da Câmara Municipal. No total, serão instaladas 44 câmeras na cidade, além de escolas municipais e unidades de saúde.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ipatinga (CDL), Márcio Penna, a presença das câmeras no Centro trará uma sensação de mais segurança. “Nosso Centro tem uma característica peculiar de estar fora da área central. Por isso ele é vulnerável a rota de fuga, pequenos assaltos e furtos”, disse.

Segundo Márcio Penna, a vigilância aumentará a sensação de conforto das pessoas que estiverem no Centro. “As câmeras trazem mais que segurança. Elas oferecem uma sensação psicológica de bem estar”, frisou. A central de monitoramento da Polícia Militar funcionará provisoriamente no 2 º andar da Prefeitura de Ipatinga. Depois ela será transferida para um galpão cedido pela PMI que fica ao lado da sede da Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito.

Vendas

Márcio Penna contou que a inauguração do projeto “Olho Vivo” veio a calhar no período de aquecimento de vendas em função do Natal, que acarreta no aumento do movimento de pessoas nas ruas do Centro. Segundo ele, a expectativa de vendas em relação ao ano passado é de aumento de 3% a 5%. Além disso, a inadimplência caiu 7% de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). “Percebemos que o consumidor está mais preparado para comprar à vista. Uma pesquisa do Instituto Tabulare, Aciapi e CDL mostra que de 100 entrevistados, 80 vão comprar à vista. Sabemos que a crise ajudou muito nessa mudança de comportamento. Com receio de gastar, as pessoas optaram por se precaver e economizar mais”, analisou Márcio Penna.

 
Justiça determina prorrogação da data-base na Usiminas

Oimpasse nas negociações da Campanha Salarial 2009/2010 da Usiminas acabou na Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) determinou que a data-base fosse prorrogada em 30 dias. A ação foi impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) na última segunda-feira (7), em razão de a empresa ter negado a prorrogação. Na assembléia do dia  3 os trabalhadores rejeitaram a nova proposta da empresa e pediram a reabertura de negociação com extensão da data-base que venceria no dia 4.

Apesar da recusa da proposta a Usiminas anunciou que pagaria o reajuste de 4,18% e o abono de R$ 600. No entanto, o presidente do Sindipa, Luiz Carlos Miranda, frisou que a empresa está fazendo isso por conta própria. Segundo ele, a Usiminas pode pagar o que quiser, mas sem a assinatura do Acordo Coletivo nenhum pagamento terá legalidade. Sendo assim, já circula no comércio da região R$ 4,2 milhões, referente ao pagamento feito ontem. O presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, afirmou que decidiu fazer o pagamento mesmo sem o fechamento do acordo. Em entrevista na manhã de ontem, Luiz Carlos Miranda desabafou e reclamou do afastamento da empresa da cidade e dos trabalhadores.

 
Cidades da região recebem transporte para saúde

Os pacientes da região que tiverem consultas em Belo Horizonte terão a viagem facilitada. Esta semana, o secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana entregou os micro-ônibus do Sistema Estadual de Transporte em Saúde (Sets), para Açucena, Belo Oriente, Braúnas, Bugre, Iapu, Joanésia, Mesquita, Naque, Periquito, Santana do Paraíso e São João do Oriente. O sistema foi viabilizado na região por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião do Vale do Aço (Consaúde). A previsão é que os ônibus, equipados com poltronas reclináveis, ar-condicionado, televisores e aparelhos de DVD, chegarão a 500 municípios no final deste ano.

Os municípios de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Marliéria não receberam os micro-ônibus. O motivo da “exclusão” das quarto cidades na entrega foi em função da divisão da região metropolitana em microrregiões. Mas o Secretário garantiu que os municípios receberão o ônibus até o início de 2010. O prefeito de Timóteo, Geraldo Hilário disse que a exclusão dos principais municípios é sinal da falta de união da região metropolitana. Nesse sentido, ele defendeu a união entre Amva (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço) e Amdi (Associação dos Municípios pelo Desenvolvimento Integrado). “Não vejo sentido de criar microrregiões dentro de uma região maior. Se tivéssemos uma agência da região metropolitana todos os municípios da região receberiam os ônibus”, criticou o prefeito.

 
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