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IBGE: Inflação desacelera em agosto principalmente pela queda nos preços dos alimentos

No grupo dos Transportes, o maior impacto veio dos preços das passagens aéreas, que tiveram redução de 15,66%

A inflação de agosto desacelerou para 0,11%, depois de registrar alta de 0,19% em julho. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (6), pelo IBGE. Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, o resultado foi influenciado, principalmente, pela deflação nos grupos Alimentação e bebidas (-0,35%) e Transportes (-0,39%). “Essa queda foi puxada pelos alimentos para consumo no domicílio, com destaque para o tomate, que caiu quase 25%, e para a batata-inglesa, que caiu mais de 9%. Além de alimentos e bebidas, teve queda também nos transportes, mais intensa do que do mês anterior. IO que puxou para baixo foram as passagens aéreas, que caíram mais de 15%”, comenta. Já o grupo Habitação, que apresentou alta de 1,19%, foi o grupo que pressionou positivamente a inflação, influenciado pelo aumento de 3,85% na energia elétrica. Segundo o IBGE, isso ocorreu por conta da bandeira tarifária vermelha patamar 1, em agosto, que acrescenta às contas de luz uma cobrança de R$ 4 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. No mês, entre as 16 regiões onde o IBGE capta a inflação, sete tiveram deflação. Os preços em agosto ficaram menores em Vitória (-0,50%), Aracaju (-0,47%), São Luís (-0,31%), Campo Grande (-0,21), Belém (-0,20), Rio de Janeiro (-0,06) e Porto Alegre (-0,04%).

 
Oceanos são o verdadeiro pulmão do mundo, diz pesquisador

Durante o evento Conexão Oceano, realizado no Rio de Janeiro, cientistas, atletas, jornalistas, influenciadores e artistas discutiram a importância dos ecossistemas marinhos para a sobrevivência na Terra

As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo e os mares atuam como reguladores do clima no planeta. Os dados são do Instituto Brasileiro de Florestas. Sem os serviços prestados pelo oceano, a temperatura poderia ultrapassar 100ºC e inviabilizar a vida na Terra. Além disso, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) indica ainda que peixes e frutos do mar são a principal fonte de proteína para uma em cada quatro pessoas no mundo.

Diante da importância de um oceano saudável para a vida, cerca de 350 pessoas estiveram reunidas na última terça-feira (3/9), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para participar do Conexão Oceano. Entre os condutores do debate e da sensibilização da plateia estavam personalidades de diferentes setores, como o ator Mateus Solano, as jornalistas Sônia Bridi e Paula Saldanha, a atriz Maria Paula Fidalgo, a velejadora olímpica Isabel Swan, o empresário Vilfredo Schurmann, o surfista Rico de Souza, os pesquisadores Frederico Brandini, Alexander Turra e Ronaldo Christofoletti, entre outras.

Durante o encontro, os participantes debateram os impactos sofridos pelos mares, além de compartilharem formas de engajar a sociedade em torno do tema, que é de extrema relevância para a sobrevivência e para o desenvolvimento econômico e social. O público foi formado principalmente por comunicadores, empresários, representantes da sociedade, pesquisadores e estudantes.

Professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Frederico Brandini destacou o importante papel dos oceanos, lembrando que eles são o verdadeiro pulmão do mundo. "Neles é que estão as algas marinhas responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio consumido no planeta. Se quisermos continuar usufruindo da generosidade oceânica, precisamos melhorar o currículo didático do ensino fundamental. Além da educação, outra forma de preservar os mares é comunicando mais e melhor”, enfatizou.

Durante sua fala, Mateus Solano lembrou que os humanos não são donos do planeta. "Somos filhos dele. Precisamos dar alguns passos atrás e entender quais caminhos errados tomamos no decorrer da história. Um deles foi utilizar tanto plástico. Se não repensarmos tudo isso, a natureza continuará sofrendo. E é importante lembrar que ela não precisa de nós. A gente é que precisa dela", ressaltou.

 
Oficina de educação financeira orienta profissionais de Assistência Social e Educação

Formação que auxilia a lidar com consumo, tomadas de decisão e gestão de renda é realizada em municípios da bacia do rio Doce

Profissionais da Assistência Social e Educação de municípios da bacia do rio Doce vêm participando de oficinas de Educação Financeira. A iniciativa é do Programa de Proteção Social da Fundação Renova, em parceria com a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF). No mês de setembro, nos dias 19 e 20, a formação será promovida no município de Timóteo, no Vale do Aço.

O objetivo da ação é oferecer orientações sobre planejamento financeiro e gestão de finanças pessoais nas 35 localidades de Minas Gerais atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015. Até o momento, já foram capacitados 839 moradores em 15 municípios da região.

Na última semana de agosto, entre os dias 27 e 30, três municípios receberam a oficina: São Pedro dos Ferros, Pingo D’Água e Fernandes Tourinho. Ao todo, 309 profissionais da Assistência Social e Educação participaram das capacitações nessas cidades. Os próximos encontros serão realizados em Timóteo, Marliéria e Dionísio.

Elizeth de Moura, conselheira tutelar do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Pingo D’Água, destaca a importância da conscientização da população sobre o planejamento financeiro. “Certamente, vou trazer esse aprendizado para minha vida. Foram informações muito úteis que nos mostraram algumas atitudes erradas que tomávamos em relação ao nosso dinheiro. Agora, seremos capazes de organizar melhor a nossa vida financeira”, diz Elizeth de Moura.

Glaziane Silva, analista do Programa de Proteção Social e Saúde da Fundação Renova, explica como surgiu a iniciativa das oficinas de educação financeira: “A proposta veio da articulação do Programa de Proteção Social com o Programa de Indenização Mediada, a partir da perspectiva de indenização assistida, a fim de orientar às famílias atingidas sobre planejamento financeiro no processo de retomada de suas atividades”.

Izabelly França, que também atua como analista do Programa de Proteção Social e Saúde da Fundação Renova, fala da importância das oficinas para os técnicos de Assistência Social e Educação dos municípios mineiros: “Elas contribuem com o desenvolvimento de atividades nessas duas áreas [Assistência Social e Educação] e no fomento da temática nos municípios onde há comunidades impactadas pelo rompimento da barragem”, afirma.

Sobre a Fundação Renova

A Fundação é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar, com autonomia técnica, administrativa e financeira, os programas e ações de reparação e compensação socioeconômica e socioambiental para recuperar, remediar e reparar os impactos gerados a partir do rompimento da Barragem de Fundão, com transparência, legitimidade e senso de urgência.

A Fundação foi estabelecida por meio de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos (como Ibama, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Funai, Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros), em março de 2016.

 
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