Wander Santos


Deu Mengão

O Brasileiro deste ano foi o mais emocionante na sua reta final na era dos pontos corridos. Quatro equipes em condições de conquistar o título na última rodada. Além de outras que nas seis últimas rodadas ainda tinham as mesmas chances de conquista. Palmeiras, São Paulo, Atlético, Internacional, lideravam e o Flamengo veio correndo por fora, comendo pelas beiradas, assim como o Cruzeiro, vencendo seus jogos no returno e chegaram na frente. O título caiu nas mãos do Flamengo, melhor, nos pés do rubro-negro não só pela sua eficiência nos seus compromissos, mas pela inoperância dos times que vinham na ponta. Incompetência do Palmeiras, São Paulo, Inter e até mesmo do Galo, que teve todas as chances de decidir, foram superados jogo a jogo. Perderam para eles mesmos, fraquejaram no momento em que não poderiam. Faltou equilíbrio em cada um dos times, vacilaram na reta final. Ao contrário, o Flamengo encarnou o espírito de competição aliada a humildade do seu treinador, fez o simples, jogou o arroz com feijão e chegou lá. O Cruzeiro ressurgiu depois do abalo na derrota da Libertadores e voltou para o Brasileiro mais determinado, mais competitivo para chegar a uma vaga na Libertadores de 2010. Não se pode dizer que o campeonato de pontos corridos é de um time só, hoje é de vários que seguem ao longo da competição juntos na parte de cima da tabela. As emoções também ficaram para a última rodada para o grupo da degola, do rebaixamento.

Acredito que para o ano de 2010, teremos um campeonato mais aguerrido, mais igual, a competitividade será mais acentuada.

*A reforma do Ipatingão vai dar aos profissionais de imprensa, torcida, clubes e equipes de trabalho mais conforto.

* Luxemburgo chegou para iniciar uma nova era no futebol de Minas. Vai ser bom para todos, valorização da disputa estadual, vai obrigar o técnico do Cruzeiro a ser mais ousado, acordá-lo por assim dizer, ele não estará sozinho em Minas, vai ter a sombra do Luxa. Em questão de mídia, Minas certamente ocupará mais espaço no cenário nacional. Para o Atlético então, não tem dimensão. Há de se vislumbrar um horizonte de vitórias, de conquistas, de equilíbrio. Devolver a alto-estima da torcida e esperança de anos melhores.   “Sonho que se sonha só, é apenas um sonho, sonho que sonhamos juntos e realidade” (Raul Seixas).

*A manutenção do técnico Adilson Batista no Cruzeiro e 100% do elenco para mais uma temporada foi uma cartada certa dos Perrelas. O treinador vai para a sua 3ª temporada, já conhece toda a estrutura, inclusive os jogadores da base. Essa é a diferença no trabalho da comissão técnica. O Cruzeiro ao manter a sua base desse ano para o ano seguinte. É o time que sai na frente dos demais, entra mais fortalecido nas competições. Além do mais, novas aquisições chegam a Toca da Raposa para incorporar o seu elenco.

*Abraços para os flamenguistas: Luiz Omar, Flávio da Padaria da rua China, no Cariru; Darlan e Zé Luiz no Bela Vista; Edmo Magalhães (Dinô); Dr. Fábio Torres, Vicente fotógrafo, Alexandre relojoeiro e muitos outros que estão sorrindo de canto a canto.

* O Ipatinga começa a montagem do time para o próximo ano. Repatriando alguns jogadores como Márcio Alemão, Márcio Gabriel, renovando com o goleiro João Carlos e contratação de outros como o atacante Danilo Dias (Uberaba), a manutenção do meia Francismar e outros.

 
Enfim o Campeão!

O futebol é um dos poucos esportes coletivos que mais emoção causa no torcedor. É o esporte que mais fascina pela sua beleza plástica, pela arte despojada em campo, onde desfila o talento individual de cada um e na somatória de um elenco voltado para uma dinâmica técnica e de táticas e esquemas montados com onze atletas se enfrentando dentro das quatro linhas que limitam o campo de jogo.

A sabedoria de uns mais do que os outros. O talento incomparável de A, que faz a diferença pra cima de B.

São forças contrárias que se duelam, desde o comando de cada equipe até o último dos reservas, passando por toda comissão técnica. Um trabalho que é ensaiado durante dias, treinado, repetidas vezes, mas na hora da decisão podem tomar outro rumo. E nessa hora é que vale o talento individual de um ou mais jogadores. A magia sai dos pés de um craque para se consagrar nos pés do outro, até de menor importância, de qualidade inferior. Mas tudo tem uma determinação, uma meta a seguir, um objetivo que é o gol. Essa palavrinha mágica que mexe com o sentimento do torcedor e da torcedora, que às vezes frustra uma paixão, mas que na maioria alegra uma infinita legião, uma nação, um mar de pessoas.

É por isso que o futebol é cheio de armadilhas que o próprio coração não conhece a sua dimensão.

É um domingo para não se esquecer, lembrar para sempre o grito de Campeão! É um domingo para esquecer se o seu time for rebaixado, não for campeão. Como percebe, os sentimentos de alegria e tristeza são opostos, mas os objetivos são comuns no futebol: conquista, satisfação, prazer, são sentimentos emoldurados pelo futebol, uma paixão sem limites.

Neste domingo a alegria será de apenas uma torcida, a festa será em cores. Quais serão estas cores? Depois de muitas alternâncias nas quatro primeiras posições, chegamos a uma final apoteótica, no Maracanã, no Beira Rio, no Engenhão ou no Morumbi? Saberemos ao final da tarde de verão, início da noite, quando ouviremos os gritos de campeão, buzinas, estampidos de foguetes ecoando pelos céus.

Enfim o campeão 2009 do Brasil!

 
Título em disputa

Último domingo de novembro, penúltima rodada decisiva do Brasileiro da Série A e última rodada da Série B. A CBF antecipou alguns jogos das duas séries, partidas que cumprem tabela, indeferem os seus resultados na classificação ou descenso.

A disputa pelo título está em aberto, assim como uma das vagas para a Copa Libertadores.

O campeonato da Série A deste ano foi talvez o mais equilibrado na era dos pontos corridos. Não que tivesse um nível técnico superior aos demais, mas na igualdade entre os times que chegaram na frente. Equipes com duas a três peças importantes, ou seja, jogadores que fizeram a diferença dentro do esquema tático de cada um. Não tivemos nenhum time espetacular, que nos enchessem os olhos, que brilhasse intensamente, que fosse disparado o melhor do Brasil.

Os seis primeiros colocados, perderam jogos importantes, deixaram escapar pontos preciosos durante a competição: o Cruzeiro na 1ª fase, o Internacional sob o comando de Tite; Goiás, Atlético, Palmeiras, São Paulo e Flamengo, este numa arrancada ótima no segundo turno, até o jogo com o Goiás, no Maracanã lotado, todos vacilaram.

O Atlético teve grandes oportunidades de assumir a ponta, mas faltou-lhe equilíbrio nos momentos decisivos. Foram quatro chances e todas desperdiçadas. No caso do Galo, vale lembrar, que foi uma soma de fatores que ocasionaram a sua queda. As maiores dificuldades foram dentro do Mineirão, onde não conseguiu jogar nos momentos decisivos. Perdeu uma das maiores oportunidades de chegar ao título. Contudo, o time ficou na média dos seis primeiros colocados.

“Vencer ou ganhar” do Palmeiras representa permanência no G4 para o Galo, que pode assegurar a sua vaga se passar pelo Corinthians na última rodada. Como se vê, o Galo ainda só depende dele para ficar com a quarta vaga. O Internacional “corre por fora” na busca do título quando todos apostam suas fichas no São Paulo ou Flamengo. Teoricamente os jogos do Inter são mais fáceis. Não se pode afirmar nada, o campeão, só depois da rodada.

* O Tigre tem que vencer o Vasco Campeão, não importa se o time é reserva ou titular. A vitória deixa o time na Série B indiferente dos outros resultados. É o jogo da vida de cada atleta do elenco e comissão técnica. Fica a corrente positiva de toda a população da região; todos na torcida pelo Tigre.

* O ipatinguense Alberto Valério, 23 anos, começou sua trajetória na escolinha do Kart Clube de Ipatinga, é postulante a uma vaga na Fórmula 1 em 2010. Ele segue negociando com equipes da principal categoria do automobilismo mundial, para piloto de testes. Na fórmula 3 Sul-Americana, foi campeão em 2005, passou para a Fórmula 3 Inglesa e desde 2008, está na GP2. A GP2 é a principal categoria de acesso à Formula 1.

 
Eletrizante, cada vez mais emocionante

O Brasileirão 2009 está mexendo com os nervos de pelo menos seis das maiores torcidas do Brasil. A briga pela liderança, valendo título e vagas para a Copa Libertadores. Na zona da degola, no campo minado, a chamada zona de rebaixamento, tem sido desespero para times grandes como os cariocas Fluminense e Botafogo. Outros clubes famosos também rondam a parte de baixo e sujeitos ao rebaixamento. Portanto, emoção na parte de cima da tabela na disputa pelo título e na parte de baixo para ver quem desce para Série C.

Os jogos de quarta e quinta-feiras, fechando a 32ª rodada mudaram as posições. A esta altura da competição não pode vacilar, é uma decisão a cada partida. Quem perder fica para trás, não há como recuperar pontos nas últimas rodadas. Equilíbrio de forças e superação em um campeonato tecnicamente inferior em relação aos anos anteriores. Vale lembrar que todos estão em igualdade como competidores. Os seis primeiros se mantêm numa disputa palmo a palmo, o Palmeiras abriu uma vantagem de 2 pontos sobre o São Paulo e 4 sobre o Atlético que vacilou diante do lanterna Fluminense e perdeu a chance de se manter na vice-liderança. O cavalo arriado passou mais uma vez para o Galo e ele não montou. O Internacional ficou a 5 pontos do líder, mais distante na briga pelo título.

Cruzeiro e Flamengo correm por fora nessa briga, ainda reúnem chances de vaga pela Libertadores. Confrontos diretos determinam as chances de cada um dos primeiros quatro colocados em obter o título ou uma das vagas. Palmeiras e Atlético ainda jogam entre si. Atlético não depende mais unicamente dele, tem que vencer os seus jogos e torcer contra o Palmeiras e São Paulo; O Verdão agora só depende dele para chegar ao título. O título está sendo decidido a cada rodada. Como gostam de expressar técnicos e jogadores em suas entrevistas: “faltam seis... cinco cada jogo é uma decisão”.

Quem não tiver maturidade, equilíbrio, determinação e competência, não vai chegar lá. Exatamente o que faltaram ao Galo contra o Fluminense.

O Cruzeiro faz a melhor campanha do returno, uma recuperação fantástica. Não importa se o time é pequeno, sem expressão ou se é dos chamados grandes. Venceu cinco jogos seguidos e está na briga por uma vaga.

* Essa história de “Mala branca e Mala preta” no futebol é antiga e real. Existe o dopping financeiro para perder e para ganhar. O difícil é você provar. Claro que quem oferece não confirma e quem recebe nega. Fica o dito pelo não dito.

* Transcrevo abaixo trecho publicado no site do MSN sobre esse episódio envolvendo Barueri, Flamengo e Cruzeiro, na rodada do meio de semana.

“Motivado”, Barueri derrota Flamengo e beneficia Raposa!!!

Iniciada oficialmente a temporada do vale-tudo na reta final do Brasileirão. A mala-branca entrou em campo em Barueri e “motivou” aos jogadores do time  na vitória por 2 a 0 contra o Flamengo. Que também perdeu posição para o Cruzeiro que assumiu o quinto lugar na tabela ao vencer o Santo André por 3 a 2 no Mineirão.

Renê, goleiro do time do Barueri afirmou que: “Nós recebemos uma ligação hoje”. Sem revelar de quem, admitiu que se tratava de oferta de gratificação extra para obtenção da vitória a noite. Val Baiano, que marcou o primeiro gol, declarou que: “O Cruzeiro garantiu, mas independente deste dinheiro, a gente entra prá vencer”.

Tirem suas conclusões e apostem suas fichas!

 
Ainda os velhinhos

Há muito não se via no futebol brasileiro uma carência tão grande de jogadores talentosos, excepcionais com a bola nos pés. Nos últimos 20 anos acompanhamos alguns desses monstros sagrados do futebol brasileiro como: Zico, Falcão, Reinaldo, Toninho Cerezo, Junior, Adílio, Roberto Dinamite, Romário, Sócrates, Nelinho, Raí, Éder, Edmundo, Bebeto. Isso pra não lembrar nos anos anteriores de Gerson, Tostão, Rivelino, Clodoaldo, Jairzinho, Ademir da Guia, Dirceu Lopes, Paulo César Cajú, Paulo Borges, e outros. Garrincha e Pelé são os deuses do futebol, não entram nesses times, estão acima de qualquer coisa em matéria de futebol. Foram abençoados por Deus. Hoje, posso dizer que sobraram alguns poucos talentos que tratam a bola com total intimidade. Para o exterior foram Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato, Gilberto Silva, Luiz Fabiano, Robinho, Diego, Elano.

Por aqui alguns velhinhos andam jogando como meninos, no auge de seus 36, 37 anos, eles desfilam no gramado, esbanjam em campo categoria e talento. O servo Petikovic, voltou ao Flamengo e está dando show de bola. Ricardinho, no Galo, mostrou o que sabe tudo. Gilberto, no meio campo do Cruzeiro, faz a diferença. Ramon, no Vitória, Lúcio Flávio, no Botafogo. Marcelinho Carioca, ainda joga com a bola nos pés, ao seu lado, aos 42 anos, Fernando entra e dá aula para os mais novos na hora em que o talento e a experiência falam mais alto. Carlos Alberto comanda o Vasco na Série B. São alguns poucos talentos que andam fazendo a diferença pelos gramados do Brasil. Por isso que a torcida ainda espera de Marques, o Xodó da massa, que ele mostre o seu talento nestes jogos finais. Tardelli e Ricardinho agradecem.

 

* A derrota do líder Palmeiras abrindo a 31ª rodada, na quarta-feira, para o Santo André, colocou lenha na fogueira. Os confrontos deste fim de semana vão ferver a tabela de classificação na luta pelo título e vaga para Libertadores. O GALO só depende dele para chegar ao título, isto porque tem o confronto com o Palmeiras. Inter, Grêmio, São Paulo, Palmeiras, Atlético, Flamengo, Goiás, ainda vão se pegar, todos tem jogos decisivos. Restam oito jogos, e tanto Cruzeiro como Flamengo estão chegando ao G4. O time azul enfrenta o Timão, em São Paulo. No Rio, o clássico Flamengo e Botafogo, o jogo dos opostos, um subindo e outro descendo.

As próximas rodadas serão sem dúvidas, eletrizantes. Haja coração!

 

* Recebi do amigo Bakardy, que escreve a coluna Beatlemania, da página de dentro, um DVD que trás a história do "quinto beatle", o baixista Stuart Sutcliffe, que mostra os Beatles antes da fama.

 

* Jotha Pinheiro recuperou para mim, um relíquia, de fita cassete para CD masterizado. Um show gravado ao vivo no auditório da PUC com o cantor Pedro Lana com a minha participação declamando as letras das músicas.

 
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